Animais como comodidades

Por muitas  vezes não nos apercebemos, no entanto, a visão comum de um animal é semelhante à de um objeto.
A perspectiva popular é que vida do animal tem um propósito, servir-nos.

No entanto, o que o veganismo propõe é uma visão mais ética sobre a vida de todos os seres vivos capazes de sofrimento e dor.

Esta filosofia de vida visa transformar a cultura e fazer entender que os animais não são objetos ou comodidades. Ver os animais como indivíduos com vontades próprias, interesses e com todo o direito de viver uma vida livre de sofrimento e exploração.

Comer sem matar, é possível e viável!

Nos países desenvolvidos no século 21 temos uma vasta diversidade de alimentos.

São possíveis encontrar todo o tipo de leguminosas, vegetais, cereais, etc. num supermercado.

Desde os tempos em que a nossa sobrevivência não era garantida, a alimentação deixa de ser apenas uma necessidade mas sim um prazer.

Tire 5 minutos para refletir nas questões abaixo:

Com toda esta opção de escolha, porque continuamos a escolher os alimentos prejudiciais para ambiente, saúde e que mais sofrimento provocam? 

Será possível matar um animal senciente, que não quer morrer, de forma humana e respeitosa?

Será moralmente justificável explorar e causar sofrimento a animais para a alimentação, vestuário, higiene e cosmética, quando existem alternativas perfeitamente viáveis e, em muitos dos casos, melhores?

Agora que refletiu nos assuntos propostos, será possível continuar a achar que a roda alimentar continue a orbitar em volta da proteína animal?

Ao contrário do que é incutido à população, uma dieta saudável não necessita ter proteína animal de qualquer tipo. Aliás a substituição deste tipo de proteína por proteína vegetal pode trazer imensos benefícios ao ser humano, tais como risco reduzido de certos tipos de cancro ( exemplo : cancro colorretal) e redução no risco de doenças cardiovasculares e combate à obesidade.

Abate Ético, Será Possível?

Jo-Anne McArthur / We Animals

Hoje em dia é comum pensar-se que é possível matar um animal senciente, que não quer morrer, de forma ética.

A maior parte de nós acredita que matar um animal “por prazer” é um acto sádico e que deve ser punido. No entanto, falhamos em ver as lacunas nos hábitos tão enraizados na nossa cultura.

Matar uma vaca por gostar de um “bom bife” é, fundamentalmente, o mesmo que matar um cão por gostar de o ouvir ganir. Ambos têm como finalidade, não a sobrevivência mas sim trazer prazer a quem abate o animal.

Se o animal não sofrer durante o percurso da sua vida, será ético terminar a mesma, mesmo quando não há essa necessidade de o fazer para a nossa sobrevivência?

Um exemplo deste argumento é a caça. O animal a ser caçado vive a sua vida ao ar livre, de forma natural e em liberdade.

No entanto, isso não justifica moralmente a sua morte, pois não havendo necessidade de caçar animais para a sobrevivência do caçador, não é moralmente justificável fazê-lo.

Prazer e conveniência não são justificações morais. Só porque fazer algo nos dá prazer, mesmo quando a mesma tem um impacto negativo noutros seres, não quer dizer que essa ação seja moralmente justificável.

Os animais são INdivíduos, não são comida. Num mundo em que pode escolher ser qualquer coisa, escolha ser bondoso.